sexta-feira, 11 de Novembro de 2011

Fotos de Lisboa 1900-1920


Assim se faz Portugal

Lisboa 
Profissões já desaparecidas e cenas de rua


"De Charles Chusseau-Flavies pouco se sabe, o fotógrafo francês terá trabalhado entre 1890 e 1910. Consultando a parte do seu trabalho que se encontra na George Eastman House, parece tratar-se de um dos primeiros repórteres fotográficos freelancer. Viajava com facilidade e tinha acesso a várias famílias reais europeias.

 Lisboa, negra portuguesa com mais de 100 anos na Avenida da Liberdade 1900-1920.



Tinha também grande facilidade em fotografar quartéis e militares em exercício assim como o respectivo armamento, o que fez em vários países da Europa. Fotografava com muita frequência, cenas do quotidiano e fazia levantamentos etnográficos. Os ciganos na Roménia, negativos de alguma raridade e algumas vivências na Argélia, Marrocos e na Turquia, onde também adquiriu originais a (Sebah & Joailler), importante firma estabelecida em Constantinopla. Percorreu a maioria dos países da Europa.

 Lisboa, vendedor de perus e crianças com bilhas de água no chafariz 1900-1920.


Da colecção, uma das maiores da George Eastman House, fazem parte mais de 11.000 negativos em vidro. O conjunto foi entregue à Casa George Eastman pela Kodak Pathé em 1974. É provável que seja apenas parte da sua produção como fotógrafo isto porque, se atentarmos ao número de chapas em vidro feitas em França, uma insignificância, por exemplo da Exposição Universal de 1900 em Paris apenas se conhecem 2 chapas, leva-nos a suspeitar que a colecção na posse da George Eastman House não representa todo o seu trabalho.

 Lisboa, vendedor de água e pirolitos (?) e vendedor de legumes 1900-1920.


Tal situação, leva-nos a concluir que a sua obra é muito mais vasta. Chusseau - Flaviens quando viajava adquiria trabalhos de outros fotógrafos e produzia a bordo uma cópia. Ele incluía frequentemente o nome do fotógrafo na anotação em francês ao longo da borda do negativo em vidro. Assim se explicam os negativos da Nova Zelândia, Japão, Abissínia na Etiópia e outros países para onde Chusseau-Flaviens não pode ter viajado em pessoa.

 Lisboa, Amolador negro e vendedor de castanhas 1900-1920.


Na George Eastman House são em grande número os vidros da Bulgária, Roménia e Espanha. Surpreendente é o número de chapas sobre Portugal, cerca de 900 negativos em vidro. A sua diversidade geográfica contempla a cidade do Porto, com vistas de uma beleza rara a que a cidade já nos habituou e onde podemos ver o desembarcar do bacalhau na Ribeira. Cascais com as suas praias de pescadores, antes do turismo, os hotéis e os casinos as terem tomado; Mafra, Tomar e Sintra com os seus monumentos; Cacilhas, donde miramos a Lisboa do princípio do século XX; Coimbra, as pessoas, os estudantes e as tricanas, a universidade e o choupal.

 Lisboa, Amolador negro e quiosque na Avenida da Liberdade 1900-1920.


A sensibilidade de Chusseau - Flaviens quando regista os tipos sociais, os costumes, os vendedores ambulantes: de azeite, de carvão, de leite, de legumes, de aves, de peixe, de ostras, de pão, de perus, de alhos e cebolas, os aguadeiros, os varredores de rua, as lavadeiras, os calceteiros e a calçada portuguesa, os trolhas e os galegos nas mudanças, tudo estimula o estudo da cidade de Lisboa no inicio do século XX." (Texto (excerto) da APPh. - Associação Portuguesa de Photographia, Ler Tudo Aqui)

Lisboa, mulher (trolha ?) transportando pedra na zona do porto 1900-1920.

 Lisboa, limpa-chaminés (?) e vendedor de peixe 1900-1920.

Lisboa, bebedouro para animais e chafariz público 1900-1920.

Lisboa, Calceteiros na Avenida da Liberdade 1900-1920.

Lisboa, vendedores de água 1900-1920.

Lisboa, padeiros ao domicilio. 1900-1920.

Lisboa, vendedor de azeite 1900-1920.



(Fotos da George Eastman House)




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